Como viver com menos – O Guia de Introdução ao Minimalismo

Você já pensou em simplificar sua vida e começar a viver com menos?

Muitas pessoas, mesmo entre aquelas que se dizem consumistas, desejam uma vida mais simples.

Boa parte delas, no entanto, não sabe por onde começar a eliminar os itens em excesso nem como vencer o apego aos bens.

Se esse for o seu caso, este artigo será a solução para suas dificuldades. Nele ensinarei, passo a passo, como realizar todo o processo de destralhamento e desapego que você sempre desejou.

O método que vou ensinar é o mesmo que usei anos atrás para começar a simplificar radicalmente minha vida.

Essa simplificação me trouxe coisas muito boas: me tornei mais produtivo e organizado, comecei a viajar mais e me livrei do estresse e da ansiedade. Tudo ficou mais leve e fácil.

Se você seguir as instruções deste artigo, poderá colher resultados semelhantes. Só depende de você.

Topa o desafio? Então continue lendo e mostrarei a você cada passo a ser dado para começar a viver com menos.

Aqui está o que veremos ao longo da nossa jornada:

  • 5 vantagens e benefícios de viver com menos
  • Preparando-se para começar a viver com menos
  • As 2 formas de lidar com os excessos
  • A última grande faxina destralhadora
  • Preparando-se para o destralhamento
  • Os 3 passos para executar a última grande faxina com sucesso

5 vantagens e benefícios de viver com menos

Se você deseja viver com menos é provável que já conheça alguns dos benefícios que essa mudança pode trazer para sua vida.

Mas talvez esses benefícios sejam ainda melhores do que você imagina.

Antes de começarmos a parte prática do nosso artigo, quero mostrar para você 5 vantagens incríveis de viver apenas com o essencial.

Para mim, essas vantagens foram e continuam sendo muito sedutoras.

Inspire-se e motive-se com elas, dessa forma o momento de colocar a mão na massa será mais prazeroso e dotado de propósito e clareza.

1. Manter tudo limpo e organizado torna-se muito fácil

Sempre fui bagunceiro. Manter o meu quarto arrumado sempre foi difícil para mim.

Roupas e itens diversos sempre estavam em todos os lugares, exceto onde deveriam estar.

Um dos primeiros benefícios que descobri quando comecei a viver com menos foi que manter os ambientes físicos organizados se tornou muito fácil.

Na verdade, foi a vontade de ser uma pessoa organizada que me motivou a simplificar minha vida: se temos menos coisas, fazemos menos bagunça.

Mas outros benefícios e motivações vieram depois.

2. Temos mais tempo para as coisas importantes

Sêneca (4 a.C — 65 d.C) acertou em cheio quando disse, em seu livro Sobre a Brevidade da Vida, que “um homem ocupado não pode fazer nada bem”.

Uma pessoa muito ocupada torna-se incapaz de se aprofundar em qualquer coisa. Seu espírito torna-se fragmentado e esgotado com tantas atividades diferentes.

As coisas realmente importantes, no entanto, com frequência ficam para depois. Muitas vezes elas são completamente esquecidas.

Vamos ser claros: nossos projetos de vida precisam de nossa atenção, energia e tempo. Na verdade, eles dependem inteiramente disso.

Sem investir esses recursos adequadamente, é improvável que você consiga realizar seus maiores sonhos.

Você concorda comigo? Posso ouvir o seu “sim”.

O fato é que, quando tomamos a decisão de simplificar nossas vidas, esses recursos tornam-se automaticamente mais disponíveis.

Se temos menos coisas, gastamos menos recursos com elas e podemos direcionar esses recursos para projetos e áreas mais importantes, como a família, a saúde ou nossos sonhos.

Meus grandes sonhos começaram a caminhar com mais velocidade quando adotei esse estilo de vida: passei a me dedicar muito mais ao que era realmente importante para mim.

Antes disso eu estava sempre “muito ocupado”. Talvez tão ocupado quanto você está agora.

3. Viajar se torna mais fácil

Em 2015 morei alguns meses na China e entre 2016 e 2017 fiz um longa viagem pelo Sudeste Asiático. Experiências marcantes.

Em ambas as viagens saí do Brasil para o outro lado do mundo com apenas 2 mochilas nas costas.

Numa delas eu carregava os itens do dia a dia – roupas, itens de higiene etc. – e na outra o meu “escritório itinerante” – notebook, cabos e carregadores, eletrônicos etc.

Viajei e ministrei meus programas de coaching ao mesmo tempo, trabalhando 100% através da internet e vivendo o estilo de vida nômade que sempre sonhei.

Atualmente, o que levo para uma viagem de 10 dias é praticamente o mesmo que levo para uma viagem de 3 ou 6 meses.

E não me falta nada, pois não tenho necessidade de muito.

Aqui vale lembrar o que disse São Josemaria Escrivá em seu livro Caminho:

Não o esqueças: tem mais aquele que precisa de menos. – Não cries necessidades. São Josemaria Escrivá

Para mim, a possibilidade de poder viajar com facilidade é um dos maiores benefícios de uma vida minimalista.

4. Nos tornamos menos dependentes e sofremos menos

O sentimento de dependência é um dos sentimentos com maior potencial para desenvolver em nós a preocupação e a angústia.

Quando somos dependentes de algo estamos sempre temendo perder o objeto do qual dependemos.

É uma espécie de “temor de fundo” – ele não é evidente, mas sabemos que está lá, habitando algum canto discreto em nossa mente.

Aprendi com Epicteto (55 d.C — 135 d.C) a fazer um esforço consciente para contar somente com aquilo que está sob o meu poder.

Desejo contar, na medida do possível, apenas com o que é verdadeiramente meu: meus pensamentos, minha vontade e, em geral, tudo o que resulta das minhas ações.

Essas coisas são livres por natureza e não podem ser tiradas de nós. Todas as outras podem ser perdidas.

Acho uma boa idéia não depender nem apegar-se ao que não esteja sob o nosso poder. Me parece lógico que essa seja a conduta adequada para quem não deseja sofrer em vão.

Eu realmente não sei como você deseja viver, mas eu desejo viver em paz e livre de todo sofrimento desnecessário.

E exatamente por isso tomei a decisão de viver com menos e da maneira mais desapegada que eu puder.

5. Economia e liberdade das dívidas

O desejo de comprar cada vez mais e as dívidas que decorrem deste impulso de consumo são uma das principais razões de estresse no mundo moderno.

Compramos na esperança de que os objetos possam aliviar nossa tristeza e preencher nosso vazio. E eles até podem, mas só por um período de tempo ridiculamente curto.

Em meu livro 55 Meditações e Broncas escrevo o seguinte:

Compras isso, compras aquilo e gastas mais do que podes na esperança de que na posse das coisas esteja o teu sossego. Quanto tempo mais levarás para perceber que as dívidas trazem para tua vida um sem número de preocupações que dificultam enormemente o mesmo sossego que buscas?

Consumir para aplacar o sofrimento é ineficiente, sabemos. E sabemos também que as dívidas contraídas podem nos fazer sofrer ainda mais.

Aprender a viver e contentar-se com menos significa libertar-se da tentação do consumo e da preocupação com as dívidas que decorrem dele.

Sua vida financeira será mais saudável, seu patrimônio e riqueza poderão crescer e suas preocupações com dinheiro diminuir ou desaparecer.

Preparando-se para começar a viver com menos

Depois de conhecer os benefícios apresentados acima, eu espero que você esteja ainda mais entusiasmado para começar a viver com menos.

A partir de agora vou guiar você através de uma série de etapas que dirão tudo o que precisa ser feito para você ingressar neste “novo mundo”.

A nossa jornada acontecerá em duas etapas principais:

  1. Vamos descobrir e listar os itens realmente necessários para nossa vida
  2. Vamos tomar uma atitude em relação aos itens excedentes

Você está pronto para arregaçar as mangas e botar a mão na massa? Então vamos iniciar a primeira etapa, que será composta de 2 passos.

1. Do que você realmente precisa para viver bem?

Vamos começar listando, em uma folha de papel ou arquivo de texto em seu computador, quais os grupos de itens que necessitamos.

A expressão “grupos de itens” talvez não seja tão clara, mas vou especificar meus grupos de itens e você entenderá imediatamente.

São eles:

  • Trabalho
  • Eletrônicos
  • Estudos
  • Esporte
  • Vestuário
  • Acessórios
  • Higiene e Cuidados Pessoais
  • Documentos

Ficou claro agora?

Sua vez! Escreva agora os seus próprios grupos de itens.

Acredito que eles não serão muito diferentes dos meus, então use os meus como ponto de partida e remova ou adicione o que achar necessário.

Nada de demorar muito fazendo essa atividade, ela pode ser feita em 1 ou 2 minutos. Seja breve e vamos em frente!

2. Preenchendo os seus grupos de itens

Hora de preencher cada um dos seus grupos de itens.

Esse é o momento de começar a desenvolver a sua nova mentalidade: a mentalidade minimalista.

A palavra de ordem aqui é desapego. É hora de cortar excessos e ficar apenas com o essencial.

Vou dar um exemplo pessoal e real para começar.

Eis os itens do meu grupo de itens Trabalho:

  • MacBook + Carregador + Mouse
  • Caixa de Entrada Física
  • Moleskine ou Caderno
  • Marcador Retro Projetor
  • Pen Drive
  • HD Externo + Cabo
  • Câmera + Tripé
  • Tripé p/ Celular
  • WebCam
  • Microfone Lapela
  • GoPro + Bastão

Esses são os itens que considero necessários para o meu trabalho como coach, professor e escritor.

Que tal mais um exemplo? Vejamos os itens que fazem parte do grupo Vestuário:

  • Mochila
  • Mochila de Ataque
  • 2 Calças Jeans
  • 2 Bermudas
  • 5 Camisetas
  • 2 Camisas
  • Moletom
  • Meias
  • Cuecas
  • Bota
  • Tênis
  • Chinelo

Acho que ficou claro, certo? Caso você tenha alguma dúvida é só deixar um comentário no final do artigo. Respondo todos eles.

Se você quiser ver a minha lista “Do que preciso para viver?” é só clicar aqui. Ver a minha lista vai solucionar todas as suas dúvidas.

Hora de trabalhar: preencha cada um dos seus grupos de itens apenas com os bens que você considera realmente úteis e necessários.

Mas atenção: não preencha os grupos de itens olhando ou vasculhando os bens em sua casa.

Sente-se em frente ao computador ou em frente ao papel, faça uma reflexão e escreva apenas os itens indispensáveis para cada um dos seus grupos de itens.

Se algo não for absolutamente essencial e indispensável, deixe-o de fora. O objetivo é ficar com a menor lista de itens possível.

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As 2 formas de lidar com os excessos

Se você colocou em sua lista “Do que preciso para viver?” apenas os itens essenciais de cada grupo, é provável que tenha agora uma pergunta:

E o que faço com o resto das minhas coisas?

Vamos cuidar disso agora!

Há basicamente duas formas de lidar com os bens que ficaram fora da lista:

  1. Você pode descartá-los
  2. Você pode doá-los

Acho que podemos adotar uma regra simples: tudo o que pode ser doado deve ser doado; o restante deve ser descartado – ou “jogado no lixo”, se preferir.

Pronto para entrar em ação novamente? Então siga as etapas a seguir. Estamos avançando bem.

A última grande faxina destralhadora

Sim, uma faxina. Você detesta faxina? Eu também. Mas pense pelo lado positivo: essa será a última grande faxina da sua vida.

Daqui para frente manter as coisas limpas e organizadas será bem mais fácil.

Nessa etapa você precisa definir o dia da sua faxina. Um sábado ou domingo são ótimos dias, mas você é livre para escolher.

Você pode escolher fazê-la hoje mesmo, assim que acabar essa leitura, se for possível.

Certifique-se apenas de escolher um dia livre, um dia em que você possa se dedicar inteiramente ao processo.

Dia escolhido? Ótimo. Não esqueça de colocar esse compromisso na sua agenda e dizer para si mesmo que ele é inadiável.

Vejamos então o que você fará quando o “dia D” chegar.

Preparando-se para o destralhamento

O grande dia chegou. Hora de começar o destralhamento!

A primeira coisa a ser feita é separar um espaço para colocar os itens que ficarão com você, aqueles que estão na sua lista “Do que preciso para viver?”.

Um ótimo espaço é a sua mesa de jantar – ou seu sofá, ou um tapete etc. Não importa, apenas separe um espaço para colocar seus itens essenciais.

Espaço separado? Ótimo!

Agora pegue dois sacos de lixo. De preferência aqueles grandes, usados naqueles baldes maiores muito comuns nos edifícios e restaurantes.

Num destes sacos você colocará os itens a serem doados e no outro os itens que serão jogados no lixo.

Cole uma etiqueta ou escreva em cada um dos sacos para identificar os objetos que cada um deles irá receber.

Feito? Agora temos o seguinte:

  • Um espaço livre para colocar os itens da lista “Do que preciso para viver?”
  • Um saco para os itens que serão doados
  • Um saco para os itens que serão descartados

Os preparativos estão prontos, hora de colocar a mão na massa!

Os 3 passos para executar a última grande faxina com sucesso

Antes de começar o trabalho duro, eu tenho duas sugestões para você:

  1. Abra uma cerveja – ou qualquer bebida de sua preferência
  2. Coloque uma boa música para tocar

Aproveite o momento para comemorar essa nova etapa que se inicia. Você está de parabéns pela coragem!

Agora vamos ao trabalho, que será executado em 3 etapas.

1. Separando itens essenciais e desnecessários

Para começar, pegue cada um dos itens que estão na sua lista “Do que preciso para viver?” e coloque-os no espaço que você separou para eles.

Não se preocupe com nenhuma organização ou limpeza agora, apenas pegue os itens e coloque-os no local que você designou para eles.

Pronto? Vamos em frente!

Agora que todos os objetos que ficarão com você estão separados, é hora do destralhamento. A estratégia é simples e pode ser descrita em 3 passos.

Para cada objeto que não faz parte da sua lista de itens essenciais, siga a seguinte sequência:

  1. Pergunte a si mesmo: “Esse objeto irá para o lixo ou será doado?”
  2. Se vai para o lixo coloque-o no saco etiquetado como Lixo
  3. Se vai ser doado coloque-o no saco etiquetado como Doação

Seja criterioso nesta etapa e não perca a oportunidade de doar nada. Roupas, brinquedos antigos, material de escritório, revistas e outros itens podem ser muito úteis e devem ser doados.

Papéis, caixas, itens quebrados etc. provavelmente serão colocados no lixo.

Vamos lá, coragem! Essa é a hora de destralhar sua casa ou seu quarto e abrir caminho para que os benefícios citados no início do artigo possam acontecer.

2. Limpando seu novo ambiente destralhado

Depois de todo trabalho feito, é hora da próxima etapa, talvez a mais cansativa delas.

Aproveite que o ambiente da sua casa ou quarto está bem mais vazio e limpe-o.

Faça como achar melhor: passe um pano no chão, use o aspirador de pó, use um pano molhado para remover a poeira de dentro do guarda-roupa, dos armários etc.

Não sou nenhum especialista em faxina, só estou sugerindo que você aproveite o momento para deixar tudo limpo. Acho que essa é uma boa idéia.

3. Finalizando

Agora sim chegamos na etapa final. Três coisas devem ser feitas para terminar:

  1. Organizar. Pegue os itens que fazem parte da sua lista de itens essenciais e organize-os em seu novo, limpo e destralhado ambiente.
  2. Jogar fora. Coloque no lixo o saco com os objetos que serão descartados.
  3. Doar. Doe os objetos escolhidos para doação. Uma boa coisa a ser feita é passar em alguma Igreja ou instituição de caridade e entregar o saco com todos os itens. Eles saberão o que fazer com cada objeto que você está doando.

É isso. Terminamos. Você agora está vivendo apenas com o essencial. Bem-vindo ao time!

Conclusão: começar a viver com menos não é tão difícil assim

Você está de parabéns por ter chegado até aqui.

Espero sinceramente que as instruções acima sejam suficientes para você simplificar sua vida e iniciar sua jornada minimalista.

Procurei ser o mais claro e detalhado possível.

Para dúvidas, críticas e – por que não? – elogios, deixe um comentário abaixo. Seu retorno é muito importante para mim.

E não esqueça de compartilhar esse artigo com os seus amigos e contatos. Use os botões acima.

Desejo o melhor para sua vida e estou aqui para ajudar no que for preciso.

Um grande abraço!

André Valongueiro


Coaching com André Valongueiro

  • Celso Fonseca

    Mais um artigo esplêndido, André. Nunca me canso de te elogiar e falar de você para meus amigos e colegas de trabalho. Já agendei minha faxina de destralhamento para o domingo e já separei todo material que vou precisar. Passo aqui depois para dizer como foi a experiência. Um abraço e obrigado mais uma vez.

    • Obrigado, Celso. Já estou ansioso para saber do resultado do seu destralhamento. Boa sorte e parabéns pela iniciativa. Aguardo o seu retorno!

      Um forte abraço do Valongueiro!

  • Simone Bueno Godoi

    André,boa tarde:
    Qual a quantidade que você usa dos outros itens no “Vestuário”?Só para exemplo.

    Obrigado

  • Sillas Xavier

    André,

    Já fiz várias faxinas, nas quais me livrei de muita coisa inútil, mas da mesma forma permaneci com muita coisa inútil também, já que não usei nenhum método como o relacionado no artigo. Apenas ia tomando as decisões durante a própria faxina e não raras eram as vezes em que interrompia o processo para “curtir” determinadas recordações, ler o que está num caderno há muito esquecido para ver se há algo importante ou até testar o funcionamento de algum antigo dispositivo. Você teria alguma dica para o sentimento de nostalgia e de apego que toma conta ao lidar com recordações antigas? Álbuns de fotos, cartas da época em que não usávamos e-mails, etc. Tenho algumas lembranças da época da escola, por exemplo. Em breve vou colocar as dicas do artigo em prática.

    • Sillas, se essas recordações não são muito numerosas e não entulham o seu espaço, você pode mantê-las. Eu tenho uma pequena gaveta com algumas coisas assim. Se, no entanto, esses itens são muito, você pode escolher apenas alguns deles e descartar o restante. Eu tinha uma grande coleção de revistas Guitar Player com mais 100 exemplares e quando fiz o meu destralhamento optei por ficar apenas com uma revista. Esse exemplar tinha uma entrevista com o Steve Morse que havia me marcado muito na época. O restante eu doei para um amigo guitarrista. No final das contas o “nível de minimalismo” que você vai adotar é uma escolha pessoal e não há certo ou errado nisso.

      É verdade que algumas coisas podem ser vendidas. Isso nem passou pela cabeça na hora em que estava escrevendo, pois não vendi nada das minhas coisas. Já anotei em meu “[P] Como Viver Com Menos” essa observação para uma atualização futura.

      Um abraço!

  • Felipe Medeiros

    Texto espetacular André, pra variar. Muito obrigado por compartilhar.

    Sempre fiquei muito interessado com as coisas que você compartilhava sobre o assunto.

    Mas cara, entendo que essa lista são as de coisas essencias para vivermos e que a ideia é destralhar de verdade. Porém, como ficam coisas que não são essenciais mas importantes mantermos? Isso digo, dentro do conceito dessa mudança.

    Coisas como, peças de computador sobressalentes ou de reposição, objetos de decoração como action figures, saca? Devem ser eliminados também? E quando você compartilha a casa com outras pessoas? Esposa, família, etc.

    Desculpe se são dúvidas impertinentes, mas, surgiram durante o processo.

    Mais uma vez obrigado.

    Abraço.

    • Obrigado, Felipe! Olha só, não existe nenhuma obrigatoriedade ou meta de eliminação. Não é disso que se trata, não estamos falando de um jogo onde tentamos destralhar o máximo para vencer alguma coisa.

      Se peças extras e objetos de decoração são importantes para você, mantenha-os. Simples. Não há isso de “deve ser eliminado”.

      Se você divide a casa com outras pessoas, como é o meu caso, realize esse processo levando em consideração apenas os seus bens e o seu espaço. Ninguém precisa abrir mão dos próprios bens porque nós achamos que essa é uma boa idéia. Faça sua própria mudança.

      As dúvidas foram totalmente pertinentes. Mais alguma coisa? É só escrever e vamos conversando.

      Um abração e se cuida! 🙂

      • Felipe Medeiros

        Muito obrigado André, muito esclarecedor.

        Até mais =D

  • Maria de Fatima

    Andre, boa noite!!!
    Já comecei a destralhar minha vida e minha casa. Estou retirando algumas coisas, mas lendo esse artigo, vejo que preciso retirar muito mais ainda. Tenho muitas coisas que não uso há muito tempo. Vou seguir esse link e rever minhas necessidades.
    O desapego é muito difícil pra começar, mas quando começamos a fazer essa faxina, sentimos um grande alívio. Sai um peso de nossa consciência.
    Obrigada!!!
    Um forte abraço!!

    • Oi, Maria!

      Eu conheço muito bem esse alívio que o desapego das coisas nos traz. Se você seguir o passo a passo descrito no artigo certamente fará um excelente processo de destralhamento. Como falei, esse foi o método que eu mesmo usei há alguns anos. Funcionou perfeitamente para mim e vai funcionar para você também.

      Qualquer dúvida é só me escrever e continuamos conversando, OK?

      Um abraço!

  • Elton

    Fala André, como sempre excelente texto, obrigado por compartilhar!

    O assunto não é tão novo pra mim, venho lendo sobre o tema há algum tempo, inclusive no Mude.nu, mas ainda não tive a coragem de fazer uma grande limpeza, porém venho diminuindo a cada minha quantidade de itens que eu tenho.

    Adotei também a seguinte regra sempre que algo entra, algo tem que sair, e aos poucos vou diminuindo o que tenho.

    Percebi que precisava disso quando mudei de apartamento em 2015, fiquei assustado com a quantidade de coisas que eu tinha e que eu tinha que levar.

    Foi muito interessante ter acesso a sua quantidade de itens e aos itens em si, e me despertou a seguinte curiosidade qual o modelo das mochilas que você usa? Pode postar links ou imagens delas?

    Grande abraço e sucesso. E em tempo como anda a academia de pilotos? Última notícia que recebi foi um e-mail um tempo atrás falando da intenção de passar todo o treinamento para vídeo, como ficou isso?

    • Obrigado, Elton! 🙂

      Bem, a “grande limpeza” a que você se refere pode ser feita com a ajuda deste mesmo artigo. A minha idéia foi exatamente fornecer um passo a passo detalhado para ajudar nisso.

      As duas mochilas que estou usando são essas: https://www.facebook.com/andre.valongueiro/photos/a.491907550832671.107021.154882191201877/1228066263883459/?type=3&theater

      A laranja é uma Deuter Futura Pro 34 SL e a preta é uma mochila simples, de uso diário.

      Quanto a Academia de Pilotos e ao Mude eu não faço mais parte destes projetos. Estou agora em carreira solo ministrando meus programas de coaching. Um dos programas chama-se, inclusive, “Você, Piloto” e nele os clientes constroem seus Planos de Vôo comigo em encontros individuais através do Skype.

      Na página “Coaching” aqui do blog você pode encontrar todos os detalhes e até agendar uma sessão gratuita, caso tenha interesse em receber minha ajuda e orientação pessoal.

      Um abração e sucesso. Qualquer coisa volte a comentar e seguimos conversando!

  • Como fazer isso quando se é casado e tem filho pequeno (4 anos)?

    • Renan, não importa se eles estão dispostos. Você tem seus próprios bens, certo? Realize o processo descrito no artigo apenas com o que é seu. Você não precisa impor ou persuadir sua família a seguir você. Parece que é isso que você está tentando fazer.

      Observe sua maneira de pensar: você está transformando um processo de simplificação em algo complicado. Isso mostra o tipo de mentalidade ao qual você está condicionado: uma mentalidade problematizadora, típica da cultura brasileira.

      Faça seu próprio trabalho de simplificação e deixe os outros em paz. 😉

      Um abração e volte a comentar se tiver mais dúvidas!

  • Ulisses Hen

    Olá André, tudo bem? Creio que sim. Quero te agradecer pelo blog e pelo excelente trabalho realizado em cada publicação. Estava procurando maneiras radicais de sair da inércia, e o Google me listou seu blog e confesso que estou feliz com os artigos que li (esse é o segundo) e já encaminhei para minha esposa. E querendo Deus iremos por em prática aa dicas que li e irei ler no seu blog. Sucesso e que Deus continue te abençoando.

    • Fala, Ulisses! Seja muito bem-vindo e obrigado por prestigiar o meu trabalho. Boa parte do que escreve é material bastante prático, se você realmente arregaçar as mangas e colocar as estratégias em prática tenho certeza que você e sua esposa farão grande progresso.

      Não deixe de conhecer também meu trabalho de orientação e coaching.

      Um grande abraço e até breve! 🙂

  • Macário Martins

    Fala, André!

    Recentemente tive contato com o seu material e também com o do Mude e tudo o que tenho a dizer é que me sinto muito grato e contente por encontrar tão bom conteúdo assim disponível. Quero parabenizá-lo pelo seu trabalho e pela forma como você o conduz e agradeço, mais uma vez, por disponibilizar o seu conhecimento e suas experiências conosco.

    Um grande abraço!

    • Fala, Macário! Tudo bem por aí?

      Fico feliz que o meu blog e o Mude.nu estejam ajudando você de alguma forma e espero que você tire o máximo de proveito de tudo. Conto com a sua presença aqui nos próximos artigos.

      Um abraço!